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30 de out de 2011

Bicilinha??? A bicicleta sobre trilhos!

Marcelo Braguini Ferreira. As imagens
e o vídeo foram cedidos gentilmente
 por ele (outros podem ser vistos no seu
site: www.lelotrem.com
A BICILINHA é uma idéia original do Marcelo Braguini Ferreira, morador de Lucélia (outra pequena cidade do interior paulista). É uma bicileta normal, mas se adapta às linhas de trem

O Marcelo - que adora trens e motos - resolveu pensar num meio de transporte que aproveitasse as linhas férreas de Lucélia. Lá, "de vez em nunca", ainda passa um trem... Então as linhas estão praticamente abandonadas.

Marcelo passeando na sua BICILINHA






O invento é um adaptador de bicicletas
A pessoa carrega o invento na garupa da  "bici" normal até chegar na linha de trem. Daí, instala a BICILINHA e continua seu passeio.


Uma das vantagens desse meio de transporte inédito é que o esforço para pedalar nas linhas é muito menor que nas ruas: as linhas não tem subidas e descidas. Outra vantagem é que recoloca em uso caminhos já construídos: as linhas férreas.

Além disso, em 3 ou 4 segundos o adaptador e a bicicleta podem ser tirados das linhas, caso algum trem se aproxime, o que é raríssimo!

Na Bélgica existe um veículo parecido, porém não funciona como bicicleta normal. Se trata de uma espécie de bicicleta fixa sobre as linhas de trem. Outra diferença é que a versão belga é explorada turisticamente. Segundo Marcelo, ele não pode fazer o mesmo. Como a linha não está totalmente desativada, a companhia de trem permite que ele ande com sua BICILINHA nos trilhos, mas não que ele a explore comercialmente.

BICILINHA pronta para passear.
Marcelo já fez várias viagens e passeios. E até faz uns passeios "de graça mesmo" com quem se interessa em experimentar sua invenção. 

A BICILINHA tem grande potencial turístico além de reutilizar as linhas férreas abandonadas. Merece apoio e incentivo! 

Enfim, não é por falta de inciativas que continuamos reféns do transporte sobre pneus.



Veja o vídeo: 


29 de out de 2011

O Maracanã, o Morumbi, A Copa

Vale a pena ler os textos da profa. Raquel Rolnik e do reporter André Trigueiro. O primeiro sobre o estádio do Morumbi e segundo sobre a reforma do Maracanã (assunto já comentado aqui). Ambas obras ligadas à Copa de 2014 e, sobretudo, que terão consequências nos espaços das cidades.

Texto da profa. Raquel Rolnik: Estádios e negócios imobiliarios: já perdi a conta de em que capítulo está essa novela…

Texto do reporter André Trigueiro: Novo Maracanã já nasce velho

Organismos de Preservação do Patrimônio 1

A CONSTITUIçÃO BRASILEIRA estabelece que cabe ao poder público - com o apoio da comunidade - proteger, preservar e gerenciar o patrimônio histórico e artístico do país.

Para tanto, existem organismos de nível mundial, federal, estadual e municipal. Abaixo a descrição e os links dos de nível mundial e federal.

A UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura - é o organismo que atua em nivel mundial. Promove a identificação, a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural de todo o mundo, considerado especialmente valioso para a humanidade. 

Hoje, o Brasil tem 18 bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial. Esses bens são considerados de excepcional valor para a cultura da humanidade. Dentre os 18, 10 fazem parte do patrimônio mundial material, histórico e arquitetônico:

- A Cidade Histórica de Ouro Preto/MG (1980 - ano de entrada na lista da UNESCO) 

O IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - é o organismo de proteção do patrimônio que atua em nivel federal. Sua criação se deu no .13 de janeiro de 1937. Há mais de 60 anos, o Iphan vem realizando um trabalho permanente de identificação, documentação, proteção e promoção do patrimônio cultural brasileiro.

O Parimônio Material preservado pelo IPHAN se divide nas categorias abaixo e lista dos mesmo pode ser acessada através do Arquivo Noronha Santos:

27 de out de 2011

Você gostaria de homenagear o sr. Tanaka dando seu nome ao Coreto da Praça Matriz?

LEMBRETE: 

A votação se encerra dia 28 de Novermbro de 2011.

Sendo o resultado a favor, penso que seria bom encaminhar uma carta às autoridades, para pedir que a homenagem seja oficializada. 

Posso escrever a carta e publicar no blog. Assim todos podem opinar e sugerir modificações.


Reforma do Maracanã para a Copa: mais oportunidade perdida...

A reforma para a Copa de 2014 do Estádio do Maracanã envolve várias questões. Uma delas é a da intervenção num patrimônio de valor nacional, representante da arquitetura modernista e construído em 1950.

Outra, é a da construção durável ou ecologicamente correta. Para atender certas necessidades do projeto, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) autorizou a demolição do teto do estádio.

Em seu lugar, vai ser construído um teto maior. Porém - como nos informa o reporter André Trigueiro -, esse teto não vai ser aproveitado para a instalação de uma nova tecnologia: a produção de energia elétrica a partir de painéis fotovoltáicos.

Bem, todos sabemos que Copas e Olimpíadas são ocasiões para desenvolver infra-estruturas e aplicar tecnologias de ponta nas construções (além de desenvolver outros setores como o turismo). Se essas ocasiões são desperdiçadas, significa jogar oportunidades pela janela

Infelizmente, é o que está acontecendo. Em vários países, painéis fotovoltáicos foram utilizados em edifícios construídos ou reformados para eventos parecidos, há mais de uma década. 

No Brasil - país em que há sol o ano todo - ainda não se investe nessa tecnologia. Não é por falta de dinheiro: a reforma do Maracanã tem um custo altíssimo. Seria falta de planejamento? Tradição em deixar tudo para o último minuto?...

A aplicação dos painéis fotovoltáicos em grandes obras, como na reforma do Maracanã, seria um passo a mais. Mais próximos estaríamos da aplicação em obras pequenas, como em residências, por exemplo. Coisa que já existe em países muito mais frios e menos ensolarados que o Brasil.

Afinal, esse é o interesse! Que todos possam beneficiar de uma tecnologia inteligente e econômica. 

Em tempo: o Maracanã vai contar com uma certificação verde, mas terá baixa pontuação no que toca a economia de energia. Então, para que serve a certificação, se esse é um dos pontos mais importantes?

Para entender melhor os painéis fotovoltáicos:






25 de out de 2011

Calçadas e Leis

As leis que regulamentam a execução e a manutenção de calçadas são, normalmente, municipais e se encontram no Código de Obras. Via de regra, o proprietário é responsável pela manutenção da sua calçada e a prefeitura pelas calçadas dos edifícios públicos e dos espaços públicos (praças, jardins etc.)

Essas leis determinam larguras, as cores, os materiais, as faixas de serviço, as faixas livres, as faixas de acesso, os rebaixamentos de guias, a localização dos mobiliários urbanos e vários outros itens, inclusive sinalização para deficientes físicos.

Quando as leis das calçadas não são respeitadas ou quando as manutenções não são realizadas, os proprietários ou poder públicores podem ser penalizados com multas (como mostra hoje a reportagem do Blog do Ronco). Ou declarados responsáveis por acidentes ou prejuízos causados aos usuários.

A Prefeitura de São Paulo já lançou duas cartilhas, com conselhos e orientações sobre as calçadas. Nelas se encontram também os contatos das sub-prefeituras, onde a pessoa deve se informar antes de contruir ou reformar uma calçadas. Se encontram ainda todas as leis referentes às calçadas do município de São Paulo.

As cartilhas estão nos links:

24 de out de 2011

Matadouros Municipais

Matadouro de Dourado (assim como os de outras cidades) foi relembrado como patrimônio municipal pelo Grupo Ecociente. Esse prédio é testemunho de um período importante do desenvolvimento das cidades paulistas: a segunda metade do século XIX e as primeiras do século XX.

Os Matadouros Municipais foram construídos para atender a uma nova politica urbana, chamada política higienista. Ela nasce do movimento higienista, quando a medicina ainda não conhecia a ação dos microorganismos e atribuía as epidemias aos miasmas (emanações vindas de ambientes imundos contendo matéria orgânica em decomposição).

As autoridades, preocupadas com a saúde pública, criaram códigos de posturas (leis para construir e reformar) que obrigavam os prédios a serem bem ventilados, livres de umidades e iluminados.  Daí a existência de porões e janelas generosas nas residências construídas durante o período citado. 

Ao mesmo tempo, atividades que poderiam causar acúmulo de matéria orgânica e lixo passaram a ser controlados pelo poder público. Exemplos dessas atividades são o abate de animais e o comércio de gêneros alimentícios.

Para melhor exercer esse controle, as prefeituras construíram os Matadouros Municipais e os Mercados Públicos. Em geral, os matadouros são edificações localizadas fora do perímetro urbano e próximas a cursos d'água.  

A arquitetura desses matadouros é eclética (típica entre o fim do século XIX-início do XX), utiliza a alvenaria de tijolos e, por vezes, elementos em ferro. Considera-se o arquiteto Ramos de Azevedo como o introdutor desse tipo de edifícios no Estado de São Paulo.

O Matadouro de Dourado é um belo exemplar, com sua fachada imponente, sua simetria e seus grandes telhados. Além disso, está em ótimo estado de conservação e faz parte do patrimônio arquitetônico agroindustrial alimentar da cidade e do Estado. Merece ser preservado.

Ótimo texto sobre Matadouros e Mercados Municipais (prof. Ivone Salgado e Douglas Murilha): http://www4.uninove.br/ojs/index.php/exacta/article/viewFile/1944/1601

Fotos do Matadouro de Dourado e de Ribeirão Bonito:

23 de out de 2011

Quadras quadradas e quadras compridas

Dourado, Ribeirão Bonito e Bocaina (e outras cidades) tem mais um aspecto em comum: o desenho. Comparando os mapas abaixo, podemos ver que, nas três cidades, os centros têm quadras quadradas e os bairros têm quadras compridas. (clique nas imagens para aumentá-las).

Centro de Dourado - Quadras quadradas com
 áreas verdes nos miolos e solo mais permeável.
Fonte: Google Maps.
Bairro de Dourado - Quadras compridas,
sem árvores e solo menos permeável.
Fonte: Google Maps.


Áreas verdes: nos centros (mais antigos) há uma concentração maior de áreas verdes nos miolos das quadras. Os lotes antigos eram maiores e tinham espaço para quintais, pomares e hortas. Os lotes novos são menores, estreitos e, de maneira geral, não há espaço para "o verde". 

Assim, as regiões mais verdes e sombreadas estão em espeços privados, inacessíveis. Como as ruas carecem de árvores e as praças públicas são poucas, o espaço urbano fica quente e desconfortável.

Centro de Ribeirão Bonito - Quadras quadradas com
 áreas verdes nos miolos e solo mais permeável.
Fonte: Google Maps.
Bairro de Ribeirão Bonito - Quadras compridas,
sem árvores 
e solo menos permeável.
Fonte: Google Maps.


Solo impermeável: nos lotes maiores dos centros parte do solo não é revestido por pisos. Uma parte da água da chuva cai e é absorvida. Nos bairros, como quase todo o lote é ocupado com a construção, o solo é impermeável. Juntos, os pequenos lotes fazem uma grande área impermeável. A água das chuvas cai, se acumula e corre para as canalizações. Se as canalizações são insuficientes ou estão entupidas, qual a consequência? Inundações.


Centro de Bocaina - Quadras quadradas com
 áreas verdes nos miolos e solo mais permeável.
Fonte: Google Maps.
Bairro de Bocaina - Quadras compridas, sem árvores 
e solo menos permeável.
Fonte: Google Maps.


Novos loteamentos: desenhar um loteamento com pequenas parcelas é mais lucrativo: num mesmo espaço (em metros quadrados) é possivel criar um número maior de lotes para vender. Ao mesmo tempo, os loteadores gastam o mínimo em infra-estrutura nesses loteamentos (que são geralmente destinados à população de baixa renda).

Se uma cidade investe no planejamento urbano, ela consegue controlar esses e outros tipos de problema. 

21 de out de 2011

Arquitetura das fazendas de café

Aproveitando o assunto "café em Dourado" - lançado pelo blog  http://douradocidadeonline.blogspot.com/ -, que tal descobrir mais sobre a arquitetura das fazendas de café?

Ou melhor, redescobrir! Certamente, muitas informações contidas no excelente livro do arquiteto Vladimir Benincasa são familiares.

Vladimir Benincasa. Velhas fazendas : arquitetura e 
cotidiano nos Campos de Araraquara 1830-1930.
São Carlos:EDUFSCar/Imprensa Oficial do Estado, 2003 
O livro se chama Velhas fazendas : arquitetura e cotidiano nos Campos de Araraquara 1830-1930 e nasceu de uma pesquisa de mestrado. O livro foi também indicado ao Prêmio Jabuti em 2004.

Vladimir Benincasa estudou a arquitetura e o cotidiano do meio rural da região outrora conhecida como Campos de Araraquara (região que se estendia desde as cuestas do Planalto Ocidental, ao norte do rio Piracicaba, até o rio Grande e rio Pardo, no centro do atual Estado de São Paulo). 


Estão incluídos no livro os municípios de Araraquara, São Carlos, Ibaté, Itirapina, Ribeirão Bonito, Dourado, Descalvado, Américo Brasiliense, Santa Lúcia, Rincão e Gavião Peixoto. 

Ele se concentra no período que vai do final do século XIX até o início do século XX, durante o qual região passou por um ciclo de grande crescimento econômico e cultural, devido à riqueza originada do trabalho na lavoura cafeeira. 

Fazenda Pinhal, São Carlos (SP), cerca de 1830. 
Foto: Régis de Bel.




Neste período, houve a produção de um grande acervo arquitetônico, tanto urbano, como rural, hoje quase totalmente destruído ou descaracterizado

O livro registrar e documenta esta produção arquitetônica das velhas fazendas cafeeiras.  Além disso, trata também dos aspectos cotidianos da época, das questões de trabalho, da vida em família e em sociedade. Vale a pena conferir!


Para quem quiser ler um artigo relacionado, do mesmo autor:

20 de out de 2011

Utilização de cavalos para coleta de lixo!


Com mais de 110mil habitantes, a cidade de Schaerbeek, região de Bruxelas Capital, lançou um projeto:  um de seus três caminhões de lixo vai ser trocado por uma carreta puxada por dois cavalos

Economia:
A idéia nasceu como resposta à necessidade de se fazer economia e, ao mesmo tempo, de se tornar o ambiente da cidade mais agradável. 

Um estudo mostrou que a utilização dos cavalos para a coleta de lixo teria um impacto muito leve sobre o meio ambiente. Além disso, a aquisição de um novo caminhão de lixo teria custado muito mais caro, considerando-se o valor do seguro, do combustível e da manutenção do mesmo.

O cavalo, para facilitar os contatos:
Taram e Vouziers, os cavalos de 5 e 7 anos,
 que farão a coleta do lixo em Schaerbeek
Esse projeto tem também uma dimensão social muito importante: as pessoas vêm mais facilmente ao encontro dos funcionários da limpeza quando eles trabalham com os cavalos. “Isso cria um elo social entre os cidadãos e os funcionários da limpeza, que não são reconhecidos pelo trabalho que fazem. Esse contato é muito positivo e cumpre uma função de valorização desses funcionários. O que é muito importante porque a sua profissão não é sempre fácil”, constata o conselheiro municipal.

Além da coleta de lixo, os cavalos vão trabalhar no transporte de crianças e de pessoas com mobilidade reduzida (numa carreta especial para transporte) e, também, na rega dos espaços verdes públicos. 

Carreta que será puxada pelos cavalos Taram e Vouziers.
Os cavalos vão passar por alguns meses de treinamento, especialmente, para se habituarem ao ritmo da cidade. Eles entrarão em plena função em setembro de 2011. Quatro funcionários da prefeitura também estão recebendo formação para aprenderem a cuidar dos cavalos e a manipular as novas carretas.

É preciso realizar uma análise de adequação antes da implantação desse tipo de projeto. Mas a novidade mostra que idéias simples podem funcionar bem e que o veículo automotor não é, obrigatoriamente, sinônimo de progresso. Menos barulho e menos emissão de gases de escapamento contribuem para aumentar a qualidade de vida nas cidades.

Fonte: SchaerbeekInfo nº 127, Boletim gratuito de informação comunal, 14/03/2011

19 de out de 2011

Ciclovia: é obrigatório!


Você sabia que desde 1998 existe, no Estado de São Paulo, uma lei que prevê a implementação de ciclovias nas estradas estaduais e nos terrenos marginais às linhas férreas ?

Isso quer dizer que, segundo a Lei Estadual n° 10.095, há mais de uma década ciclovias deveriam estar sendo construídas. Deveríamos ter a opção de circular de bicicleta e com segurança junto às estradas do Estado. Significa também que o Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-SP) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) deveriam promover campanhas educativas visando o uso adequado dos espaços comuns entre ciclovia e rodovia. A circulação dos ciclistas seria, ainda, livre de taxas de pedágio.

Ciclovia é uma necessidade prevista por lei. A quantidade de pessoas que utiliza bicicleta é significativo. Investir em outros meios de transporte - que não o automotivo - é urgente. Por que, então, não se cumpre a lei?


Vídeo sobre ciclovias: 


18 de out de 2011

Restauro e reforma

Restauro é um conjunto de técnicas e procediementos para conservar, consertar ou reparar obras de arte, livros, documentos, móveis e imóveis.

No restauro está embutida uma noção de conservação e é feito segundo regras e princípios. Por isso não é possível proceder como em uma livre reforma. São diferentes! 

É preciso conhecer as características dos materiais: restaurar madeira é diferente de restaurar vidro, que é diferente de restaurar ferro, que é diferente de restaurar pintura e assim por diante. 

É preciso conhecer a história e o contexto em que o bem foi produzido: por exemplo, se um prédio foi construido todo em madeira porque não havia pedra disponível no momento de sua construção, não convém utilizar pedras no momento do restauro. Isso feriria a originalidade da obra.

É necessário conhecer as técnicas antigas e atuais de restauro e conservação: sem esse conhecimento a obra pode sofrer uma má intervenção e perder seu valor original. 

O trabalho de restauro e conservação exige conhecimento, paciência e rigor, como pode ser visto no vídeo:


Várias escolas oferecem cursos de restauro e conservação, de nível técnico ou superior. Se você tem interesse, acesse os links abaixo ou procure outros na internet:

Proposta: Homenagem ao Tanaka no Coreto

Ex-morador de Dourado, o sr. Heitor Domingues Failla Junior enviou uma proposta interessante ao "minha cidade precisa de...". 

Ele sugere que a Prefeitura faça uma justa homenagem ao músico Enéas Gonçalves - mais conhecido como Tanaka - dando seu nome ao coreto da Praça da Matriz. O sr. Heitor se propõe até a contribuir financeiramente com os custos da placa de homenagem, caso não haja verba.

Essa proposta tem aspectos importantes no que diz respeito ao patrimônio material e imaterial da cidade. 

Patrimônio imaterial - a proposta se junta aos esforços da Prefeitura no sentido de valorizar e incentivar a tradição da Banda Marcial em Dourado. Uma tradição que começou há muitas décadas, que permanece e que deve continuar no futuro. Homenagear um legítimo representante  dessa tradição - o sr. Tanaka - ajuda a perpetuá-la e tem papel educativo.

Partrimônio material - como a Igreja Matriz, o coreto está na região da escola Senador Carlos José Botelho e faz parte da paisagem reconhecida como patrimônio por todos. É um elemento típico das cidades brasileiras que nasceram entre o fim do século XIX e início do XX. É testemunha de como se vivia antigamente e pode ser útil para atividades atuais. Dar o nome do sr. Tanaka ao coreto destaca seu valor patrimonial e ajuda a preservá-lo.

Que acham da idéia? 

Obs.: Não tenho fotos sobre o assunto... Fotos atuais e antigas são bem vindas. Existem projetos do coreto em algum arquivo de Dourado? Ele mantém seu aspecto original ou foi alterado em alguma reforma? 

Mais:

17 de out de 2011

Casas velhas, abandonadas nos centros das cidades!

Um dos comentários recebidos pelo blog tocou num ponto importantíssimo, quando o tema são problemas urbanos: o esvaziamento do centro e, consequentemente, os prédios abandonados que, via de regra, se encontram nas regiões mais valorizadas das cidades. 

É preciso ter em mente que esse é um fenômeno comum em muitas cidades brasileiras, pequenas ou grandes. Curitiba, São Paulo, Fortaleza, Dourado, Ribeirão Bonito, Bocaina e muitas outras têm problema semelhante. Veja os mapas abaixo (Dados: Fundação Seade: http://www.seade.gov.br/ - Mapas: Google Maps):

Ribeirão Bonito: área central (em amarelo) e crescimento.
População em 1940: 11.591
População em 2010: 12.127
População em 2011: 12.220

De 1940 até hoje a população não aumentou muito. A área ocupada pela cidade sim. Entre os motivos estão: políticas que motivaram a diminuição da população rural e esvaziamento do centro.
Dourado:  área central (em amarelo) e crescimento.
População em 1940: 9.625
População em 2010: 8.609
População em 2011: 8.610

O fenômeno se repete: diminuição da população rural e esvaziamento do centro.                                                                   



Bocaina:  área central (em amarelo) e crescimento.
 População em 1940: 9.129
População em 2010: 10.846
População em 2011: 11.000

O fenômeno se repete: diminuição da população rural e esvaziamento do centro.                                                                
Dados: Fundação Seade: http://www.seade.gov.br/ - Mapas: Google Maps





Segundo a profa. Raquel Rolnik, desde 2001- quando foi criado o Estatuto da Cidade - existe uma ferramenta legal para lutar contra esse processo: é o IPTU progressivo no tempo

Normalmente, se começa com uma notificação ao proprietário e um prazo para cumprimento das exigências da prefeitura (manutenção, alugal, venda ou utilização do imóvel). Em casos extremos, se pode chegar à desapropriação

Porém, isso não funciona sem planejamento urbano. O IPTU progressivo no tempo é um instrumento para se atingir os objetivos do planejamento urbano (ou seja, onde se vai incentivar a utilização residencial, comercial ou de serviços; para onde é preferível que a cidade creça e assim por diante).

Seria viável aplicar esse tipo de IPTU em cidades como Dourado e Ribeirão Bonito? Mesmo sem planejamento urbano?...

Mais informações: 

15 de out de 2011

Cidades pequenas, na visão dos jovens...

Esse vídeo veio a calhar! E ilustra muito bem o texto anterior! Mesmo as crianças e os jovens sabem quais são as vantagens e desvantagens de se morar  numa "cidade pequena". 

No início, apontam qual é a grande vantagem: poder andar livremente pelas ruas. Dois aspectos estão embutidos nessa afirmação. O primeiro é a facilidade de locomoção. Sem depender totalmente de meios de transporte como ônibus, metrô, taxi, carro, moto etc., é fácil e rápido chegar onde queremos. O segundo é a segurança. Cidades pequenas são menos perigosas, claro.

Logo em seguida, os meninos apontam a falta de "equipamentos coletivos" nas cidades pequenas. Eles podem sair, mas vão sair para onde? Instalações esportivas , educativas e culturais - pelo que mostra o vídeo - são importantes para os jovens.  E para os adultos também, penso eu... Os meninos, se quiserem andar de skate, têm que ir para um espaço inadequado. É só um exemplo. Certamente existem outros... 

Dizer que cidades pequenas são boas até os 10 anos e depois dos 70 é um sintoma. É o mesmo que dizer que é preciso buscar educação, emprego, saúde e diversão em centros maiores, pois isso falta nos menores. 

Mas, cidades pequenas podem ser melhor desenvolvidas, e ao mesmo tempo, guardar suas vantagens, bem descritas pelos meninos do vídeo!



14 de out de 2011

Cidades pequenas e desenvolvimento

Todo mundo sabe o que é uma cidade, mas é muito difícil definí-la. Os critérios que as definem variam de país para país e de época para época. No Brasil, por exemplo, todas as sedes municipais existentes foram transformadas em cidades por força do Decreto-Lei 311, de 1938. “Até tribos indígenas foram consideradas urbanas pelos censos demográficos realizados entre 1940 e 2000” (Veiga, 2002, http://www.zeeli.pro.br/Textos/Estadao2002/134.htm)

Um Projeto de Lei lançado este ano (2011) pretende adotar critérios para definir o que é e o que não é uma “cidade”. O que é uma cidade “grande”, médias” ou “pequena”. Esses critérios são baseados no tamanho da população, na densidade demográfica (habitantes/km2) e no Produto Interno Bruto do local.

Exemplo de "equipamento coletivo":
Jardim público sendo usado para um evento.
Apesar de mais adequado, esse Projeto de Lei ainda não considera a existência de equipamentos coletivos (tais como de hospitais, escolas, transporte público, museus, centros culturais, bibliotecas, livrarias, cinemas, praças e jardins públicos, bombeiros, polícia, instalações esportivas, entre outros) na localidade como um dos critérios a serem considerados. 

Remodelação da Avenida da Saudade: Oportunidade, Patrimônio e Futuro

A obra de remodelação da Avenida da Saudade em Dourado-SP representa uma oportunidade de valorização do patrimônio da cidade. Vai começar a ser realizada nos próximos dias. Parte desse patrimônio já é reconhecido em nível estadual, através do tombamento, pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo) da EMEF Senador Carlos José Botelho.

Na região da escola, a Praça e a Igreja Matriz também constituem o patrimônio histórico, arquitetônico e paisagístico dos cidadãos douradenses e têm valor indiscutível. É possível lembrar de outros pontos importantes da cidade, que existem ou que desapareceram. Por exemplo, a Estação Ferroviária e a ferrovia que, se não tivessem valor,