minha cidade precisa de... Headline Animator

27 de mar de 2012

Rede incentiva pequenos negócios nos municípios

Profissionais discutem como unificar trabalho em benefício da economia local 

Publicado em 27 de março de 2012 às 07h11, em Territórios em Rede.

Cerca de 400 Agentes de Desenvolvimento (AD) de todo o país vão se reunir, nesta terça-feira (27), em Brasília (DF), para trocar informações e criar uma rede nacional de atuação. Esses profissionais são contratados pelas prefeituras para articular políticas públicas de desenvolvimento territorial, com prioridade para os pequenos negócios e implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06).
“Neste ano de eleições municipais, o Sebrae está fazendo um esforço junto às prefeituras para demonstrar que os pequenos negócios são essenciais para o desenvolvimento da economia local. Embora a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa já tenha completado cinco anos, muitos dos benefícios previstos ainda não são plenamente aplicados”, explica o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

O objetivo da rede é incentivar que mais agentes entrem em ação e potencializar o trabalho desses especialistas. Com um ambiente mais favorável aos pequenos negócios, os municípios... (clique aqui para continuar lendo)

20 de mar de 2012

Cinco entidades para os municípios

Muitas informações variadas e úteis aos municípios podem ser encontradas nos sites de cinco entidades:

Associação Brasileira de Municípios: http://www.abm.org.br/ 

Confederação Nacional de Municípios: http://www.cnm.org.br/ 

Frente Nacional de Prefeitos: http://www.fnp.org.br/

Instituto Brasileiro de Administração Municipal: http://www.ibam.org.br/

Ministério das Cidades: http://www.cidades.gov.br/

Convênios, publicações, eventos, cursos, concursos, projetos, políticas públicas, legislação, estudos e outros assuntos de interesse para os municípios e para a população em geral podem ser encontrados junto a essas entidades. 

São fontes de informação também para os candidatos a prefeito que pretendem abrir seus horizontes e exercer a função pública de acordo com as questões e as necessidades de seu tempo.

Além dessas entidades, vale lembrar que o IBGE-Cidades e o SEADE são fontes de informação de base para se conhecer melhor os municípios.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-Cidades): http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados: (SEADE): http://www.seade.gov.br/

19 de mar de 2012

Para entender melhor as mudanças no Código Florestal

Dois textos importantes para quem quer saber mais sobre as mudanças no Código Florestal e suas consequências (inclusive para as cidades)

O primeiro tem entre seus autores a Academia Brasileira de Ciência (ABC) e a Agência Nacional de Águas (ANA). O segundo é do Prof. Aziz Ab'Saber, um dos maiores especialistas em geografia física do país, professor emérito da USP e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

1 

É uma publicação do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Leia abaixo partes da "apresentação" desta obra (ou leia a obra completa aqui):

"Nessa publicação o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável organizou os resumos executivos de nove estudos técnicos e científicos sobre algumas das implicações do projeto de lei de Código Florestal. Mais de 54 pesquisadores e cientistas de alto nível em diversas áreas do conhecimento participaram dos estudos completos, cujos resumos estão aqui apresentados.
(...)

Apresentamos aqui a reunião de alguns dos aspectos científicos mais relevantes das mudanças propostas ao Código Florestal por setores do Congresso Nacional, dentre muitas outras existentes e não abordadas nessa publicação. Por essa razão, pedimos atenção especial da sociedade civil ao posicionamento dos parlamentares e dos governantes brasileiros sobre as questões colocadas nessa publicação, que devem ser consideradas fortemente por quem decide sobre a vida das gerações futuras do Brasil e do mundo. 
(...)

Estamos juntos com todos aqueles que desejam construir um Brasil desenvolvido com respeito ao meio ambiente, aos seus povos e contribuam decisivamente para o equilíbrio global do clima. Essa publicação faz parte de uma ampla tentativa da sociedade civil em chamar seus governantes e seus parlamentares a defender o Código Florestal e a defender o Brasil."

Texto do Prof. Aziz Ab'Saber sobre o Código Florestal, protocolado na Câmara Federal, às lideranças e para leitura em plenário:

Leia abaixo partes do texto (ou leia a obra completa aqui, no Blog de Gustavo Belic Cherubine, do http://www.advivo.com.br/):

"Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzido por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis. Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais. Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não tem qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos tecnico-cientificos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, , seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.
(...)

Por todas as razoes somos obrigados a criticar a persistente e repetitiva argumentação do deputado Aldo Rebelo,que conhecemos ha muito tempo, e de quem sempre esperávamos o melhor, no momento somos obrigados a lembrar a ele que cada um de nós tem que pensar na sua biografia, e , sendo político, tem que honrar a historia de seus partidos. Mormente,em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários. 
(...)

Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondente às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente."

Aziz Nacib Ab’Sáber
São Paulo, 16 de junho de 2010

Nova Iorque opera transporte coletivo com jardineira

BioBus, um ônibus que é realmente é uma jardineira

Projeto é de designer em Nova Iorque e visa melhorar a estética urbana além das condições do ar - Posted on março 18, 2012
ADAMO BAZANI – CBN


Ônibus com jardim no teto. A ideia é de um designer da Universidade de Nova Iorque. Com jardins nos telhados, os veículos de transporte coletivo ajudariam no embelezamento urbano, na absorção do gás carbônico, redução geral da poluição e melhor aproveitamento da água da chuva. O projetista autor da ideia, Marco Antônio Cocio diz que o jardim não aumenta de forma relevante o peso do ônibus, não necessitando de alterações no veículo. 

"Muita gente que acompanha a história dos transportes já ouviu falar das jardineiras. Eram carrocerias rústicas, feitas de madeira, normalmente com as laterais abertas, implantadas sobre chassis de caminhão para transporte de passageiros. Aliás, a frente era a mesma do caminhão que tinha sua estrutura mudada a partir da cabine.

A origem do nome jardineira para estes veículos tem várias versões. Uma pela estética dos ônibus, quadrados com aberturas laterais que pareciam os vasos compridos que ficavam nas sacadas. Outra dá conta que entre os anos de 1920 e 1940, quando estes veículos rodavam pelo Brasil afora, antes da profissionalização da indústria de carrocerias de ônibus no País, diversas senhoras que viajavam usavam chapéus floridos." Continue lendo aqui a reportagem do Blog Ponto de Ônibus.

15 de mar de 2012

Encontro Nacional de Reforma Urbana

O Fórum Nacional de Reforma Urbana realizará o Encontro Nacional de Reforma Urbana, nos dias 15, 16 e 17 de março de 2012, em São Paulo - SP

O encontro é organizado pelo Forum Nacional de Reforma Urbana e reunirá mais de 300 lideranças de movimentos sociais, ONG´s, entidades profissionais e acadêmicas e sindicatos de cerca de 20 estados brasileiros. 
O tema do Encontro será “Desenvolvimento urbano com igualdade social” e vai discutir o crescimento das cidades e seus impactos na vida de todos, especialmente das populações mais pobres. Leia o texto completo aqui

Contatos:
  • Secretaria FNRU: 11 5084-1073 – secretaria.fnru@gmail.com.br
  • Donizete Fernandes: 11 7335-5894
  • Bartiria Perpétua: 11 8140-3932
  • Luis Gonzaga (Gegê): 11 8419-3302
  • Marcos Landa: 31 9744-3660
FNRU (11) 5084-1073 

14 de mar de 2012

Bicicletas, segurança e avanços

"Os participantes do 1º Fórum Mundial da Bicicleta, reunidos em Porto Alegre entre 23 e 26 de fevereiro de 2012, após intensos e ricos debates, decidiram aprovar as seguintes ideias, a serem ampliadas e discutidas até à realização do próximo Fórum:" leia as idéias aprovadas aqui.


Ouça o comentário de André Trigueiro na rádio CBN sobre a mudança de comportamento com relação ao ciclismo:


Desde 1998 existe, no Estado de São Paulo, uma lei que prevê a implementação de ciclovias nas estradas estaduais e nos terrenos marginais às linhas férreas. Continue lendo aqui.

13 de mar de 2012

Faltam Agências Bancárias

Não é novidade que muitas cidades do interior do Estado de São Paulo - e de outros estados também, e ainda mais - carecem de agências bancárias. Não é raro a cidade ter clientes de um banco que não possui agência local.

Um estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2009 mostra que a distribuição de bancos públicos pelo território nacional esta longe de ser uniforme. 

Esse estudo diz que "o Brasil possui 6.875 agências de bancos públicos federais no território nacional, o que aponta um índice de cobertura de 51,1%, de modo que apenas pouco mais da metade dos municípios do país estão atendidos pelo Estado em produtos e serviços financeiros. 

Considerando que os bancos públicos federais são agentes diretos na execução de algumas políticas sociais e econômicas do país, essa realidade se revela ainda mais preocupante, pois representa o distanciamento de quase metade dos municípios do acesso direto a essas políticas." Leia o texto completo aqui.

Outra constatação do IPEA, esta de janeiro de 2012, revela que a presença do Estado no Brasil reflete desequilíbrio regional, inclusive no que diz respeito à presença de bancos públicos, veja os dados:

"Em 2009, dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 2.845 contavam com a presença de agências bancárias públicas. 

O estado do Piauí é o estado que tem a menor cobertura de agências bancárias públicas, 18%, menos da metade que a mesma taxa para o Nordeste. 
Fonte: 
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/120110_comunicadoipea129.pdf , p.19. 
A maior cobertura está no Rio de Janeiro, com 83,7% de seus municípios dispondo desses serviços. Por outro lado, o Sul tem o maior número de agências bancárias por mil habitantes, com destaque para Santa Catarina com 8,4%. 

Em termos regionais, o Norte e o Nordeste têm respectivamente, 2,6% e 2,8% agências por mil habitantes. Os estados menos aquinhoados nesse quesito são o Amazonas (1,9%) e o Maranhão (2,2%)." Leia o texto completo aqui.

A boa notícia é que, em fevereiro de 2011, o Estadão informou que "o BB quer chegar a todas as cidades do País até 2015". Leia aqui.

12 de mar de 2012

Equipamento urbano muda o uso do espaço

Uma reportagem da Folha.com mostra como equipamentos urbanos para uso infantil transformaram o uso de certas regiões da cidade. E mudaram também o cotidiano das famílias, que agora têm outra opção além da televisão.

Antes utilizadas para atividades suspeitas, atualmente, essas regiões atraem crianças acompanhadas pelas pelos pais e outros familiares. Nas periferias de São Paulo onde, via de regra, as possibilidades de lazer e de diversão são raras, o programa Polos de Brincar trouxe uma opção para as crianças e mudou o uso do espaço

Espaços antes degradados se tornaram mais atraentes e seguros, pois oferecem  atividades e são frequentados pelos moradores

Leia a reportagem:

12/03/2012 - 09h34
GIBA BERGAMIM JR.

No lugar do pancadão, onde o funk que vinha dos carros de som ecoava e atraía uma multidão ao bairro, o som de música infantil. Em vez de adolescentes e adultos requebrando até o chão, crianças com rostos pintados brincam com carrinhos de madeira ou deslizam pelo escorregador inflável. (continue lendo aqui)


"Polos de Brincar" chega ao Itaim Paulista, na zona leste de SP; foto mostra crianças no escorregador inflável

"Polos de Brincar" chega ao Itaim Paulista, na zona leste de SP; foto mostra crianças no escorregador inflável. Foto: Isadora Brant/Folhapress. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1060472-pancadao-e-trocado-por-brincadeira-infantil-na-periferia-de-sp.shtml

8 de mar de 2012

Lâmpadas solares e energia solar fotovoltáica

Duas reportagens publicadas em "O Eco" divulgam maneiras de se aproveitar a energia solar. A primeira, é um sistema muito barato e, a segunda, "é mais barata do que se pensa". Leia:

Sunshine Lichauco de Leon*
27 de Dezembro de 2011

Por refração, garrafas plásticas iluminam casa em favela filipina. foto: Sunshine Deleon
Fonte: http://www.oeco.com.br/noticias/25557--lampadas-solares-feitas-com-garrafas-iluminam-lares-pobres
Cerca de 25 mil lares de baixa renda nas Filipinas foram iluminados depois do lançamento de um sistema que produz ‘lâmpadas solares’ feitas de garrafas de plástico. 

Em um país onde 40% da população vive com menos de 2 dólares por dia, o custo crescente de energia impede que muitos possam pagar pela eletricidade. Há quem use velas como fonte de luz, mas quando gerações de uma mesma família dividem, nas favelas, um espaço pequeno e escuro, incêndios acidentais e destrutivos acontecem com frequência. 

O projeto Liter of Light foi lançado há 6 meses pela fundação My Shelter (Meu abrigo), uma ONG filipina com o objetivo de prover luz para 1 milhão dos quase 12 milhões de lares que não tem luz ou vivem no limiar de terem sua eletricidade cortada.

O esquema usa garrafas de plástico preenchidas com uma solução de água esbranquiçada, instaladas em buracos feitos nos tetos de ferro corrugado. Por refração, as garrafas produzem, durante o dia, o equivalente a 55 watts de luz solar para dentro do cômodo. Leva 5 minutos para fazer, usando um martelo, rebite, folhas de metal, lixa e epoxy. Cada uma custa 1 dólar. 

Eduardo Carillo, residente de uma das partes mais pobres da área metropolitana de Manila, dá seu depoimento: “Antes de termos a garrafa de luz, as passagens da casa eram escuras e o interior pior ainda. As crianças deixaram de ter medo – agora, estão contentes e riem porque podem brincar do lado de dentro durante o dia em vez de na rua”.

A ideia de usar garrafas plásticas como fonte de luz não é nova – foi desenvolvida no Brasil por Alfredo Moser, em 2002. Mas com a ajuda de um grupo de estudantes do MIT, esse bulbo solar usado na Filipinas foi adaptado de acordo com as necessidades locais. Para continuar lendo, clique aqui.

Eduardo Pegurier
14 de Dezembro de 2011

Projeto da sede da Apple: localizada em Cupertino, Califórnia, tem formato de disco voador e telhado recoberto de painéis solares. Foto: Divulgação. Fonte: http://www.oeco.com.br/noticias/25533-energia-solar-e-mais-barata-do-que-se-pensa
Pesquisadores da Queens’s University, no Canadá, acreditam que o custo da energia produzida por células fotovoltaicas tem sido exagerado. Segundo eles, a tecnologia está prestes a ultrapassar o limiar em que poderá ser amplamente adotada, pois terá preço semelhante a fontes comuns, como termoelétricas.

Joshua Pearce, professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica e de Materiais, aponta que os cálculos para energia solar não tem levado em consideração a redução de custo dos painéis fotovoltaicos de 70% desde 2009. Outro fator que tem sido exagerado é a perda de eficiência das células fotovoltaicas ao longo do tempo. Enquanto a maioria dos estudos considera que essa decadência é de 1% ao ano, na verdade os painéis perdem apenas entre 0,1 e 0,2%. Pearce defende, junto com mais dois autores, seus números em artigo sobre o assunto que pode ser baixado aqui. O grupo também criou uma calculadora -- bastante técnica -- para fazer esse cálculo. Ela pode ser baixada em formato Excel aqui (repare o link no lado direito da página de web).

Talvez seja isso que está levando empresas de vanguarda a construírem sedes com enormes áreas cobertas por painéis solares. A Apple é uma delas. Para continuar lendo, clique aqui.

O compartilhamento dessas informações obedece aos termos disponíveis aqui.

7 de mar de 2012

Reunião na Câmara Municipal - dia 07/03/2012, às 15:00h - Homenagem ao Sr. Enéas Gonçalves (Tanaka)

Depois de uma votação online e uma petição pública assinada por 41 pessoas, o projeto de homenagem ao músico Tanaka chega à Câmara dos Vereadores de Dourado!


A reunião na Câmara Municipal será relaizada hoje, dia 07/03/2012, às 15:00h, com a participação do Sr. Enéas Gonçalves (Tanaka). 


Se você é a favor da homenagem, compareça!

História:
idéia da homenagem partiu do ex-morador de Dourado, Heitor Domingues Failla Junior. 
Foto histórica da "Corporação Musical" de Dourado!
Comemoração do aniversário da cidade, em 1962.
Foto gentilmente cedida por Antônio Demeti, o Déo.
Mesmo se o Coreto não está em sua "melhor forma", não é argumento para se dar um passo atrás. Ao contrário, é uma oportunidade para dar vida nova a esse equipamento urbano. E claro, prestar uma justa homenagem ao músico Tanaka.

Leia a petição pública:


"Os cidadãos brasileiros abaixo-assinados, residentes no município de Dourado (SP) vêm, por este meio, requerer a Vossas Excelências que se faça uma justa homenagem ao cidadão e músico douradense sr. Enéas Gonçalves - mais conhecido como Tanaka - dando seu nome ao coreto da Praça da Matriz. 

Essa proposta, que nasceu de uma iniciativa popular, teve grande apoio numa votação informal realizada pela internet. Espontaneamente, 213 pessoas votaram a favor da homenagem; 11 votaram contra e 1 se absteve. Além disso, ela tem aspectos importantes no que diz respeito a valorização do patrimônio material e imaterial da cidade. 

Patrimônio imaterial: a proposta se junta aos esforços da Prefeitura no sentido de valorizar e incentivar a tradição da Banda Marcial em Dourado. Uma tradição que começou há décadas, que permanece e que deve continuar no futuro. Homenagear um legítimo representante dessa tradição - o sr. Tanaka - ajuda a perpetuá-la e tem papel educativo. 

Partrimônio material: como a Igreja Matriz, o coreto está na região da escola Senador Carlos José Botelho (tombada) e faz parte da paisagem reconhecida como patrimônio pelos cidadãos e pelo CONDEPHAAT. É um elemento típico das cidades brasileiras que nasceram entre o fim do século XIX e início do XX. É testemunha de como se vivia em épocas passadas e pode ser útil para atividades atuais. Dar o nome do sr. Tanaka ao coreto destaca seu valor patrimonial e ajuda a preservá-lo. Pedimos também que se faça a devida manutenção e preservação do prédio em questão. 

Assim, esperamos que as autoridades sejam sensíveis a esta demanda popular e tome as providências necessárias para oficializar esta homenagem que só trará benefícios ao homenageado, aos cidadãos e ao município. 

Na forte convicção de sermos atendidos, encaminhamos este documento assinado por todos os interessados. 

Os signatários".

6 de mar de 2012

A vila de Paranapiacaba

Como vencer a Serra do Mar e instalar um sistema de transportes eficiente para o café até o porto de Santos, ainda no século XIX? A Vila Ferroviária de Paranapiacaba foi a resposta. 

Leia sobre essa história abaixo. As informações são da dissertação de mestrado de Thais Cruz: Paranapiacaba, a arquitetura e o urbanismo de umaVila Ferroviária. Cruz, Thais Fátima dos Santos, 2007. 

"A vila de Paranapiacaba pertence ao município de Santo André (SP). Está localizada no topo da Serra do Mar. Sua origem deveu-se à construção da primeira ferrovia paulista, a São Paulo Railway Company Ltd (SPR), empresa constituída em Londres" (Cruz, 2007, p. IV). 


Casas da Vila de Paranapiacaba Fotos: L. Mascaro, dez.  2011.
A vila "Começou a ser implantada a partir da década de 1860" (Cruz, 2007, p. 71). "No período de 1860 a 1946 (...) foi instalada em Paranapiacaba uma moderna infra-estrutura urbanística para a realidade brasileira daquela época representando um exemplo pioneiro e único de cidade empresarial projetada (...) que ainda preserva parte significativa de suas características arquitetônicas e urbanísticas originais" (Cruz, 2007, p. IV).

Vista da torre do relógio de Paranapiacaba, da ferrovia, da vila e da Serra do Mar.  Fotos: L. Mascaro, dez .2011.

A SPR "construiu uma linha férrea que, cortando a Serra do Mar, desbravou a Mata Atlântica e encurtou distâncias. Sua principal finalidade foi o transporte do café a partir da cidade de Jundiaí para o porto de Santos" ( Cruz, 2007, p.69). Para transpor os grandes desníveis da Serra do Mar, a ferrovia implantou o funicular: "sistema tecnológico desenvolvido em patamares (...), adotando o sistema da cabos e polias" (Cruz, 2007, p. XVII).

"A história de Paranapiacaba é a história do trem, pois a Vila surge por conta da ferrovia, cresce e se desenvolve, chega ao apogeu por causa da ferrovia, declina e entra em estagnação por conta da política adotada em relação ao transporte ferroviário" (Cruz, 2007, p. 176).


Outras vistas da ferrovia passando por Paranapiacaba e a descida da  Serra do Mar em direção ao litoral. Fotos: L. Mascaro, dez. 2011.
Trata-se de uma vila de grande valor patrimonial arquitetônico, urbanístico, paisagístico, histórico e ferroviário. 

Visitar Paranapiacaba é, portanto, aprender sobre a história da ferrovia, sobre a história da produção cafeeira e sobre o desenvolvimento do Estado de São Paulo. 

Para saber mais:

Dissertação:

Passeios:

2 de mar de 2012

Série: Brasil tem 60 milhões de bicicletas

Photo credit: kconnors from morguefile.com
Do Jornal da Band
Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 - 20h15 

"No caminho de casa para o trabalho, com quantas bicicletas você cruza? A verdade é que o brasileiro está pedalando cada vez mais. Em todo o país existem mais de 60 milhões de bicicletas. 

E isso não acontece só aqui, não. Seja para lazer, competições ou meio de transporte, as chamadas "magrelas" viraram tendência mundial. A partir de agora, o Jornal da Band te leva na garupa da nova série de reportagens especiais: "Vou de Bicicleta"


Sobre o mesmo assunto leia também o artigo Bicicleta: forma de lazer ou modo de transporte?, 01/03/12 por Raquel Rolnik. A especialista afirma que:

"É muito positivo que em nossas cidades estejam crescendo, ainda que lentamente, a quantidade de ciclovias e ciclofaixas e que sistemas de aluguel de bicicletas estejam sendo implementados. 

Mas essas iniciativas precisam ter foco e prioridade, ou seja, precisam ser parte de políticas de mobilidade que compreendam a bicicleta como meio de transporte utilizado por milhares de pessoas nas cidades"