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8 de nov. de 2011

Curso Importante: Locais para Habitação

A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades está com inscrições abertas para o curso de elaboração dos Planos Locais de Habitação de Interesse Social. O curso é voltado para municípios com menos de 50mil habitantes e terá duração de 50h

O objetivo do curso é garantir que os municípios com menos de 50mil habitantes apresentem seus Planos Locais de Habitação de Interesse Social e estejam habilitados a acessar os recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social a partir de 31 de dezembro de 2011.

Ou seja, é imprescindível que os municípios matriculem seus técnicos no curso e elaborem seus Planos Locais de Habitação de Interesse Social, se quiserem ter acesso a verbas destinadas a habitação social.

As informações são do Ministério das Cidades
Veja informações mais detalhadas aqui, aqui e aqui.

Os municípios que participarem irão conhecer melhor os procedimentos relativos à elaboração do dos Planos Locais de Habitação de Interesse Social para cidades pequenas. Irão também entender os problemas ligados a assentamentos precários e ao déficit habitacional, entre outras questões.

Além disso, será uma oportunidade de diálogo entre técnicos municipais e professores especialistas no setor da política habitacional.

O curso é dirigido aos técnicos municipais responsáveis pela elaboração do Plano Local de Habitação de Interesse Social. Trata-se de um curso à distância.

Existe um número de vagas para cada cidade (lista). Mas, o município poderá inscrever mais participantes do que o número de vagas disponíveis, ficando o número excedente condicionada à existência de vagas remanescentes. 
  • Dourado tem direito a 2 vagas
  • Ribeirão Bonito - 2 vagas
  • Bocaina - 2 vagas
  • Brotas - 2 vagas
É uma inicativa importante do  Ministério das Cidades para promover a prática do Planejamento Urbano em cidades pequenas.

Inscrições abertas de 04 de outubro a 10 de novembro de 2011.

7 de nov. de 2011

As cidades precisam da Floresta!

Amanhã, 08 de novembro de 2011, será votado o novo Código Florestal. 

Bem antes, portanto, dos "mais dois anos de debate" julgados necessários pela Entidades Científicas brasileiras (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC))  em 25 de Maio de 2011. 

Se o prazo pedido pelos especialistas no assunto fosse respeitado, o novo Código só seria votado a partir de Maio de 2013. Essa precipitação coloca em risco um dos maiores patrimônios naturais brasileiros e seus recursos.

Foto do livro"Código Florestal e a
Ciência: contribuição para o diálogo". 

Fonte: http://meioambiente-ifcemaracanau.blogspot.com
/2011/05/codigo-florestal-e-ciencia-contribuicao.html
Não se trata se ser a favor ou contra o novo Código. Se trata da maneira como uma questão tão importante é tratada. Na nota emitida pelas Entidades Científicas em Maio de 2011, lemos o seguinte:

"Nunca houve convite oficial por parte do Parlamento Nacional para que a ABC e SBPC, entidades representantes da comunidade científica brasileira, participassem das discussões sobre o substitutivo do código florestal". Ou seja, os especialistas nunca foram consultados.

"Duas cartas foram produzidas e enviadas a todos congressistas e presidenciáveis alertando da necessidade de mais tempo para estudos aprofundados sobre os vários aspectos tratados no código florestal e seu substitutivo".

"o código florestal de 1965 (Lei 4771), apesar de construído com o aporte científico da época, necessita de aprimoramentos à luz da ciência e tecnologia disponíveis na atualidade."

"Desta forma, a SBPC e a ABC consideram precipitada a decisão tomada na Câmara dos Deputados, pois não levou em consideração aspectos científicos e tecnológicos na construção de um instrumento legal para o país"

"Esclarecem também que esta decisão não tem nenhum vínculo com movimentos ambientalistas ou ruralistas, pois o mais importante é a sustentabilidade do País."

Clique aqui para ler a nota das Entidades Científicas na íntegra.


As Entidades Científicas lançaram até um livro sobre a questão: "Código Florestal e a Ciência: contribuição para o diálogo", que está disponível para download

Por que não ouvir os especialistas? Por que não esclarecer melhor a sociedade?

O pintor da Igreja Matriz de Dourado

A internet é realmente útil! Não sei se o assunto é conhecido de todos mas, em todo caso, eu não sabia nada sobre o pintor e nem sobre as pinturas da Igreja Matriz de Dourado. Descobri  informações interessantes no site  http://paulovic.zoqui.com/

Nesse site existem mais informações e imagens de interesse.

Francisco Paulovic - o autor das pinturas da igreja - nasceu em Postojna (Eslovênia) em 29 de outubro de 1892. Estudou pintura e escultura na Escola Superior de Artes Aplicadas em Viena (Áustria) e trabalhou na Itália e em outros países do Leste europeu. 

Lutou na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e chegou a ser capturado pelo exército russo e mantido num campo de concentração.

Chegou ao Brasil em 1923 e foi morar em Pirajuí, interior de São Paulo, onde tinha um irmão. Morou também em Cafelândia e em Oriente, igualmente cidades paulistas. Faleceu em 21 de setembro de 1981 em Oriente, com 89 anos de idade. Está sepultado no Cemitério Municipal de Cafelândia.

Era especialista em arte sacra e no período de 1923 a 1966 trabalhou como pintor-decorador de igrejas, profissão que aprendeu na Europa. Pintou e decorou igrejas e capelas no interior do Estado de São Paulo (doze cidades) e uma no Paraná. 

Igreja Matriz de Dourado.
Foto: 
http://minhacidadeprecisade.blogspot.com/  
Entre as igrejas que decorou estão as de:
  • Araras
  • Avaré
  • Birigui
  • Cafelândia
  • Descalvado
  • Dourado
  • Guarantã
  • Marilia
  • Pirajuí
  • Pirassununga

Francisco Paulovic não assinava suas pinturas nas igrejas. Esse detalhe pede um estudo mais aprofundado das obras a ele atribuídas, como se fez para as igrejas de Descalvado e Araras. 

Sem dúvida, trata-se de mais um patrimônio a ser preservado e valorizado em Dourado. Ele tem um significado maior, que ultrapassa o interesse local. Esse patrimônio é parte integrante do acervo de um artista, representa a prática de uma época (no interior paulista) e está ligado ao tipo de formação artística recebida pelo pintor na Europa. 

6 de nov. de 2011

Nosso dinheiro vai "pelo ralo", no bom sentido!

Na mesma semana em que soubemos do início da construção da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) em Dourado, a Folha de São Paulo anuncia que "após 18 anos e R$ 2,8 bilhões" a qualidade da agua do rio Tiête está pior.

A reportagem informa ainda que "o esgoto não tratado é o grande vilão". Porém, se não fosse todo o investimento feito, a situação estaria ainda pior.

De acordo com o "Diagnostico dos Serviços de Água e Esgoto - 2009", do Ministério das Cidades, "um dos grandes desafios do setor de saneamento: expandir a coleta e sobretudo o tratamento de esgoto nos pequenos municípios do interior do país".

O mesmo Diagnóstico mostra que o Brasil trata 37,9% dos esgotos e a Região Sudeste, 41,3% (o que não representa nem a metade).

Portanto, a construção da ETE em Dourado é uma ótima notícia. Treze municípios tem ao menos uma parte de seu território localizado ao longo da bacia hidrografica do rio Jacaré Pepira (infos retiradas de: clique). 

Vários deles captam água e despejam seus esgotos no próprio rio Jacaré ou em seus afluentes (Dourado é o único que capta água de poço semi-artesiano para abastecimento). As atividades industriais e agropecuárias da região também geram resíduos que acabam nas águas do Jacaré (infos retiradas de: clique).

Esquema de uma ETE (clique para aumentar a imagem). Fonte: Sanepar Educando
http://educando.sanepar.com.br/ensino_fundamental/processo-de-tratamento-de-esgoto
Se a qualidade da água do rio Jacaré se degrada, uma população importante será afetada. Inclusive, as atividades turísticas de Brotas serão afetadas, pois dependem do rio em questão.

Segundo o SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), em 2003, os seguintes municípios da bacia hidrografica do rio Jacaré Pepira tinham esgoto tratado:
      • Brotas            
      • Bocaina
      • Jaú
      • Boa Esperança do Sul
      • Itirapina
E, os seguintes não tinham
      • São Pedro
      • Bariri
      • Dois Corregos
      • Itaju
      • Ibitinga
      • Dourado
      • Ribeirão Bonito
Os dados são de 2003. Oito anos depois (2011), podemos esperar que a situação seja mais favorável, como mostra a notícia da construção da ETE em Dourado. É um justo e necessário investimento do dinheiro público!

Nosso dinheiro vai "pelo ralo", mas no bom sentido!


Você gostaria de homenagear o sr. Tanaka dando seu nome ao Coreto da Praça Matriz?


LEMBRETE: 

A votação se encerra dia 28 de Novermbro de 2011.

Sendo o resultado a favor, penso que seria bom encaminhar uma carta às autoridades, para pedir que a homenagem seja oficializada. 

Posso escrever a carta e publicar no blog. Assim todos podem opinar e sugerir modificações.

4 de nov. de 2011

Com ou sem árvores?...

Fácil perceber a diferença: rua com árvores e rua sem árvores!

No primeiro vídeo, a periferia de uma cidade que sofre com o calor, o sol, a ausência de sombra... o reporter comenta: "aqui não dá para falar quando alguém sai de casa: vai pela sombra.." Mas, apesar de tudo, alguns moradores ainda tentam plantar e cuidar de algumas árvores.




No segundo, a reportagem mostra "a rua mais bonita do mundo", a rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre (RS). Nessa rua as árvores formam um corredor verde. O ambiente é fresco, cheio de sombra e agradável. 


Árvores não são sinônimo só de beleza, nem só de sombra, nem só de bem-estar! Uma boa arborização urbana faz subir o preço dos imóveis e dos terrenos situados nas proximidades. É uma forma de agregar valor ao patrimônio público e individual. 

Onde você preferiria morar? na rua com árvores ou na rua sem árvores?

Pedreiro qualificado: toda cidade precisa!

O mercado de trabalho brasileiro precisa de mão-de-obra qualificada, especialmente, no setor da construção civil. A prática é fundamental, mas não basta. As técnicas de construção evoluem e, hoje, não é mais suficiente saber o mínimo sobre as técnicas básicas. 

Os cursos evitam que o trabalhador passe a vida toda repetindo procedimentos - às vezes, ultrapassados ou até incorretos - e, ensina boas práticasnovas técnicas. E mais:

Vantagens para o próprio pedreiro (servente, mestre de obras, etc.):
  • Adquire conhecimento de base, úteis no cotidiano: às vezes, os cursos ensinam português, matemática, desenho e outras disciplinas de aplicação geral (úteis inclusive na hora de fazer um orçamento);
  • Seu trabalho e sua profissão são valorizados: num mercado de trabalho em que a informalidade e a desqualificação são a regra, quem possui um curso ou formação leva  vantagem;
  • Tem a possibilidade de evoluir na carreira, pois adquire segurança e se interessa em conhecer e em aprender mais;
  • Pode receber melhores salários e, consequentemente, a conquista a carteira assinada, do registro como autônomo e o acesso à aposentadoria;
Vantagens para a sociedade, que terá melhores resultados:
  • A qualidade da construção aumenta, o que é importantíssimo;
  • O desperdício de materiais diminue; fundamental não só para os lucros, mas também para a preservação do meio-ambiente ;
  • O descumprimento dos prazos são evitados;
  • Os acidentes de trabalho diminuem, o que é uma grande vantagem para o trabalhador, sua família e a sociedade;
  • O abandono da obra diminue, pois contribue para que o trabalhador se sinta mais comprometido e satisfeito com seu trabalho e evita atrasos e prejuízos para o empregador.
Ou assista ao vídeo: 

Durante um curso é possível transmitir informações confiáveis rapidamente. Além de ser possível contar com a orientação do professor num exercício prático. Muito tempo é ganho nesse processo e o aluno sai muito melhor preparado. 

Se assim não fosse, não veríamos empresas, prefeituras e escolas técnicas se organizando para oferecer cursos grátis, próximos e em horários viáveis para os interessados. Um exemplo são os cursos de Pedreiro Assentador e Eletricista Instalador oferecidos pela Prefeitura de Dourado em parceria com outras instituições.

3 de nov. de 2011

Como isso pode ficar em pé?

Exposição Didática sobre História da Engenharia


Para quem quiser ler um pouco sobre história da engenharia e sobre engenharia como patrimônio, o texto sobre a exposição "Em Bruxelas, engenharia e patrimônio em exposição" já esta online. Foi minha colaboração como correspondente para a Revista Risco

Revista Risco n°. 13
Além de história e patrimônio, a exposição responde a perguntas que nos fazemos quando vemos obras de engenharia fora do comum: "como isso pode ficar em pé?" ou "como isso é feito?" Uma amostra do texto abaixo:




Realizada pelo CIVA (Centre International pour la Ville, 
l’Architecture et le Paysage), pela Université Libre de Bruxelles (ULB) e pela Vrije Universiteit Brussel (VUB), entre 20 de maio e 2 de outubro de 2011, “Bruxelas, proezas de engenheiros” é a primeira grande exposição consagrada ao patrimônio da engenharia realizada durante os dois últimos séculos na região de Bruxelas-Capital. 



Catálogo da Exposição  
Foto: Luciana Mascaro


O diferencial dessa exposição - e sua principal razão de ser – é que foi concebida e realizada para sensibilizar o grande público em relação a um tema nem sempre familiar: as obras de engenharia. Tratase de um esforço de aproximação entre dois mundos: o do público em geral e o dos profissionais da área. (clique para ler o texto todo). 





Novas Fotos do Restauro do Senador

A arquiteta Thais Cruz acabou de me enviar fotos inéditas do restauno da EMEF Senador Carlos José Botelho. Thais trabalhou no restauro da escola e disse ter ficado muito feliz em ter colaborado para a preservação desse patrimônio estadual.

Arq. Thais Cruz, membro da equipe de restauradores
e autora das fotos aqui mostradas.
Ela contou que ficou muito satisfeita com o resultado do trabalho e aperfeiçoou seu conhecimento durante a realização de determinadas técnicas

Uma das técnicas empregadas foi a estratigrafia: investigação para descobrir onde possivelmente existiu pintura parietal (pintura parietal = pintura nas paredes).


Outra técnica foi a das prospecções: investigação de quantas camadas de pintura há na parede, quais as cores, quais as pinturas originais etc. (os termos estratigrafia e prospecção são usados também em geologia).


Pinturas acabadas e amostra da antiga
pintura original  (usada como base para
o restauro) 
Depois da fase de estudo (estratigrafia e prospecção), a equipe de restauro construiu os moldes e refez as pinturas. 


Thais trabalhando numa pintura.












Todo o procedimento de recuperação das pinturas exigiu rigor e paciência. Mas, apesar do tempo exigido nesse tipo de trabalho, o resultado valeu a pena.


Arq. Lygia, seu Zico e Thais.
Thais se lembra de um ex-aluno - o seu Zico - que fez questão de acompanhar as atividades da equipe de restauro. 


Enquanto ele observava o trabalho, ele contava como era a escola no tempo em que ele estudou lá e disse estar satisfeito de ver que "a escola voltou a ficar bonita".

1 de nov. de 2011

Organismos de Preservação do Patrimônio 2

Todo cidadão pode solicitar a proteção de 
um patrimônio que ele cosidere importante.


O CONDEPHAATConselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico – é o organismo de preservação do patrimônio de nível estadual. Tem por  finalidade é proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural no Estado de São Paulo (cada Estado tem o seu próprio organismo).

As escolas nas cidades de Dourado (EMEF Senador Carlos José Botelho), Ribeirão Bonito (EMEF Coronel Pinto Ferraz), Bocaina (EMEF Dep. Leônidas Pacheco Ferreira) e outras, foram tombadas em nível estadual pelo CONDEPHAAT em 2010.

O CONDEPHAAT informa que "Todo cidadão tem o direito de solicitar ao CONDEPHAAT a proteção de bens culturais que considere importantes para a memória e para a preservação ambiental". Para isso é preciso reunir documentos e solicitar a abertura de um processo junto ao organismo. 

Os bens tombados pelo CONDEPHAAT excedem a 300 e podem ser acessados através do link: 

Em nivel municipal, cada cidade é livre para instituir seu próprio organismo de preservação. Algumas cidades têm outras não. Esses organismos municipais tem por objetivo promover a preservação do patrimônio material e imaterial de importância local.